Só não muda de idéias
quem não as tem.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Singular ou Plural?

Sabe quando você tá sozinho no ponto de ônibus e aparece aquele casalzinho simpático se amassando? Pois é, situaçãozinha desagradável essa. E é bem irônico como todos os melhores filmes estreiam no cinema justamente quando você tá sem companhia pra ir. Seus melhores amigos se apaixonam e saem em casais, bem na hora que você quer um tempo pra ficar só. Sem contar com os infelizes adjacentes que querem te apresentar a todos os amigos solteirões para ver se você desencalha de vez. A pior parte vem nas terças de tarde e nos domingos de noite, quando todas as músicas, até aquelas que você nem gosta, te fazem lembrar de relacionamentos anteriores. E mais, dizem de todas as maneiras que todo mundo tem alguém para amar, menos você.
O mais legal da foça é... bom, não tem parte legal. O legal mesmo é que ela passa. E você acorda como se tivesse apenas cochilado. Porém, mais confiante, mais esperançosa e mais bonita do que nunca. Você finalmente tem tempo para ler aquele livro que comprou, redescobre como é divertido ir ao shopping e ao cinema sozinho. Sobra tempo para se cuidar, para estudar e para sair com aqueles amigos que você não via há um tempão. As pessoas novas voltam a aparecer, e as antigas passam a ter mais valor. As que estão ao seu lado então, ganham um bônus de 20 pontos por cada sorriso que arrancam do seu rosto. A vida está bem, você está ótima. Recupera as dp's, viaja, faz planos.
Mas sempre parece que falta alguma coisa. Daí vem aquele sopro gelado, ou aquela vontade de contar pra alguém como teu chefe te elogiou semana passada. E você se vê de novo sozinho, numa bela tarde, assistindo aos ótimos programas de domingo. É quando aquele cara da locadora te liga. Ou quando você resolve chamar aquele teu amigo bacana, que sua mãe gosta, para dar uma volta. Você não quer namorar, não quer se envolver, não quer ter absolutamente nada com ninguém. Claro, está tudo ótimo. Somar alguém a essa rotina tranquila estragaria o resultado final, para que arriscar?
Mas será que realmente é possível ser feliz assim? Solteirão? Sem ninguém para brigar e depois fazer as pazes? Acontece que somos feitos de carne e osso. Não nascemos para ser sozinhos. Acredito na singularidade, em pessoas que são felizes sozinhas, e quem disse que não são? A nossa vida não depende de outra pessoa para ser melhor. Aliás, depende sim: de nós mesmos. Mas confesso que ela não seria tão entusiasmante, nem tão turbulenta, nem teria a mesma graça, se não nos apaixonássemos. Ao menos que no lugar do coração você tenha um cubo de gelo, aí, meu querido, você não entenderá nada do que eu quis dizer até aqui. Porque ser solteiro é ótimo, é maravilhoso conhecer, viajar, se entregar ao mundo, a várias pessoas. Só que aí você não ganhará flores, não conhecerá sogros, não terá um único alguém, não apresentará ao seu pai, não compartilhará...e o jeito vai ser esperar sozinho na fila do cinema.


l'Amour> everything about relationship.

domingo, 28 de dezembro de 2008

2000INOVE?

Engraçado como um ciclo se fecha e vem todo esse "poder" de renovação. Mas...peraí, que renovação toda é essa?
O que não faltam são mensagens de "mudança", de "vai ser diferente", "as coisas vão melhorar". O que é bastante compreensível, após um ano exaustivo. Porém, parece brincadeira a ilusão que toma conta de tanta gente que sai dizendo por aí que 'tudo na vida vai mudar'. E sinceramente dizendo, já me peguei pensando: Que puta força de renovação! Mas será que isso tudo não é mais uma alienação nossa? Porque lá no fundo, sabemos que as contas de janeiro chegarão, junto com o ipva e o iptu. E as faculdades continuarão lá, as provas ficarão mais difíceis, seu chefe ainda estará lá exigindo, e você ainda precisará pagar suas contas.
Sabemos que as dificuldades humanas sempre estarão presentes, são como um fardo que teremos que carregar até o fim de nossas vidas. E aí que entra o poder da transformação (ou do bom marketing nacional mesmo).
A certeza que tenho sobre esse processo todo é que o tempo passa e junto com ele se renova uma coisa em mim e na maioria das pessoas que se chama .
Esperança de que um dia meus problemas terão solução, que eu ainda ganharei na mega-sena,  que um belo dia não haverá mais tanta pobreza, fome e violência no mundo.
O poder de transformação a qual vos falo não vem de simples palavras ou mensagens bonitas sobre inovação em outdoors. Mudar requer um processo muito maior do que apenas a idéia de fazê-lo. Renovação? Sempre. Mas com os dois pés no chão e nada da boca pra fora. Mudar é totalmente necessário, dividir o tempo em fatias é uma dádiva que temos. Depois de todas as turbulências que passamos na vida, e no mundo, conseguimos unir os mesmos votos e pedir novamente a paz, o amor e a saúde. Discordo da teoria desses votos, da banalidade que eles têem. Mas concordo plenamente com a força de vontade das pessoas, que juntamente com a esperança é capaz de realizar mudanças reais em uma vida. Eu sou humana, tenho vida dentro de mim, sei que não se pode viver de sonhos, mas que grande parte da vida é feita por eles.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

confissões

Sempre me julguei autosuficiente por medo de depender de alguém.
O mais piegas da vida é que criamos certas regras para nós mesmos. Eu, como boa inexperiente, criei minhas barreiras. Não pode fazer isso, não pode dizer aquilo, não pode, não pode e não pode. Não é certo. Mas desde quando eu tenho autonomia para julgar o que é certo e o que é errado?
Estarrecimento. Medo mesmo. Medo de agir errado, medo de escolher errado, e mais medo ainda, de ter medo. Sei que o medo, o sentimento de temor, não é inato. Pela mesma razão, tenho medo de não conseguir evitá-lo.
Curioso mesmo, e ironia do destino comigo. Barreiras como proteção, independência como fuga da carência. O bizarro medo de errar, de ter que estudar demais e não ter tempo, de desafinar no refrão, de decepcionar, de deixar para trás, do arrependimento, de não passar no vestibular, de não ter mais forças quando precisar, de ser tudo em vão.
Incontroladamente sincera e ousada quando não se deve. Tenho medo da minha inconstância, e mais medo ainda da minha tolerância. Não devo provar nada a ninguém, mas cobro de mim em dobro. Não sou perfeccionista, mas sou exigente. Morro de medo da ignorância, da insegurança. Porém, os covardes que me perdoem, mas ainda que com medo, prefiro o extremo do que o meio termo. Eu tenho medo de onde minha essência me levará...
A essas alturas, você deve estar imaginando: "Garota medrosa, tem medo de tudo". Nada mais justo, depois de tal declaração. Mas, meu amigo leitor, demorei para escrever tal texto, porque leva-se um certo tempo para admitir e descobrir coisas a respeito de nós mesmos. E para minha surpresa, descobri que o maior temor que sinto é de mim mesma.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Parente a gente não escolhe .

Amor também não.

Quando a gente nasce não escolhemos qual mãe teremos, qual pai iremos ter. Na verdade, a gente nem escolhe nascer. Simplesmente, nasce-se. Viemos ao mundo com irmãos, com uma mãe que nos esperou durante nove meses, com um enxoval da preferência deles, um tio mais ou menos chato que aperta nossas bochechas e uma avó que faz nossas vontades. Tudo assim, meio sem escolha.
A gente cresce e começa a ter esse direito. Só que junto com as escolhas, nossas opiniões, os conflitos com a família, as amizades, a vida, e é claro, o amor.
Tá aí outra coisa que não se escolhe. Pô, imagina se pudéssemos escolher nossos pais, irmãos e tudo mais? Eu só ia querer ser filha do Bill Gates com a Madonna e irmã do Jack Johnson. Mentira, eu não ia querer ser irmã dele não, ele é charmoso demais para ser um irmão.
Mas não há como trocar de família, como escolher seus parentes. E não haveria a menor graça se todo pai gostasse do genro, se nossas mães não nos explorassem e se nossas irmãs não fossem pentelhas.
Em bom português chileno, digo que o amor não se escolhe. Assim como meu cabelo, ele tem vontade própria. Ah! Se eu pudesse escolher de quem gostar, de quem desgostar! Tão mais simples seria. Continuo não acreditando muito nele, mas as escolhas que eu farei talvez me levem a encontrá-lo, ou não. Talvez minha mãe goste dele, talvez ele nem aconteça.
Quando ficamos resfriados podemos escolher entre tomar benzetassil ou passar na farmácia e levar amoxicilina para casa. Porém, tudo o que é intimamente ligado ao coração, assim como nossos parentes que dividem nosso DNA, e nossos amores, que muitas vezes nos fazem sentir falta do ar, é meio pré destinado. Involuntariamente, são coisas do coração, e o mais sábio a fazer não é entender, apenas sentir. Como já disse Gonzaguinha: Eu fico com a pureza da resposta das crianças, é a vida, é bonita e é bonita!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

The truth about love

'







Ele não existe !











até que me provem o contrário.